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PROGRAMA ROYALTY
PELO BEM-ESTAR DE TODA FAMÍLIA
Seu Progresso
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PONTOS

📋 1. CONSENTIMENTO E INFORMAÇÕES LEGAIS IMPORTANTES

⚖️ INFORMAÇÕES LEGAIS IMPORTANTES

Este material é psicoeducativo e complementar, não substitui tratamento profissional. Ele foi desenvolvido especificamente para você após a conclusão bem-sucedida de sua psicoterapia ou de nosso curso Psicoeducativo, quando seus sintomas estão em níveis normais da população geral sem diagnóstico em saúde mental. Ele serve como ferramenta de automonitoramento, manutenção de ganhos terapêuticos e promoção da saúde.

📋 Seus Direitos (LGPD Art. 18 | GDPR Art. 15-22 | CCPA §1798.100):
  • Acessar todos os seus dados a qualquer momento
  • Corrigir informações incorretas
  • Deletar seus dados (direito ao esquecimento)
  • Revogar seu consentimento a qualquer momento enviando email para:
  • psicologoluisbernardo@gmail.com. Deleção em até 30 dias úteis.
⚠️
Obrigatório: você deve concordar com TODOS os itens para continuar.

🔐 Consentimento - Coleta de Dados Conforme LGPD/GDPR/CCPA

🔐 1b. Consentimento - Dados Sensíveis de Saúde Mental

⚠️ DADOS SENSÍVEIS - Proteção Especial

Dados que você fornecerá (diagnóstico, reflexões, sintomas, planos de ação) são dados sensíveis de saúde mental, protegidos por sigilo profissional (Código de Ética do Psicólogo CFP, Código Penal Brasileiro Art. 154), LGPD Art. 5º II, GDPR Art. 9º, CCPA §1798.140.

Consentimentos para Dados de Saúde (LGPD/GDPR/CFP)

🔒 Proteção: sigilo profissional (com resalvas previstas legalmente), criptografia, acesso restrito, conformidade LGPD/GDPR/CCPA/CFP. Violações e revogações contate:
psicologoluisbernardo@gmail.com ou ANPD (portal.anpd.gov.br).

🤖 1c. Consentimento - Processamento Especial (IA e Grupos)

ℹ️ Processamentos Complementares

Esta página trata de processamentos especiais: Inteligência Artificial (IA), registros de sessões online, eventuais gravações (casos específicos) e processamento em grupos. Todos com conformidade GDPR Art. 22 (decisões automatizadas), LGPD Art. 20 (explicabilidade).

Consentimentos para Processamento Especial

✅ Etapa de Consentimentos COMPLETA! Você concordou com TODOS os termos e consentimentos necessários para conformidade total com LGPD (Brasil BR), GDPR (UE EU), CCPA (EUA US) e CFP BR (Psicologia). Seus dados estão protegidos. Clique "Finalizar Consentimentos" para prosseguir ao programa.

📋Consentimento Confirmado!
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2. Seus Dados Pessoais

Por favor, preencha suas informações para personalizar sua experiência.

2.1📋Instruções de Uso:

➡️ Lembre-se: não substitui acompanhamento profissional se sintomas retornarem
➡️ Use o programa ao menos 1x por semana
➡️ Reserve um momento tranquilo (10-20 minutos) para cada etapa
➡️ Você NÃO precisa preencher todos campos ou fazer todas as etapas para pontuar
➡️ Este Programa existe para lhe auxilar, NÃO é uma "tarefa" ou "competição"
➡️ Para fazer apenas as etapas desejadas avance até a última e clique em "Finalizar"
➡️ Ao clicar em "Finalizar" suas respostas irão para o e-mail do terapeuta que indicou
➡️ Clique em "Imprimir ou Salvar" para guardar suas respostas
➡️ Para sua segurança e sigilo, suas informações NÃO permanecem salvas no navegador
➡️ Por isso, caso não salve sua cópia, não será possível retomar de onde parou
➡️ Use suas cópias para recordar seus Planos de Ação e reflexões
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Dados Pessoais Registrados!
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3. A Prática Diária de Mindfulness

Fundamento Científico:

A Terapia Baseada em Mindfulness (atenção plena) é uma prática com forte suporte científico para reduzir sintomas de ansiedade e depressão por melhorar a regulação emocional em pessoas diagnosticadas com transtornos mentais[1]. Promove qualidade de vida e resiliência pós-tratamento, sendo aplicável a múltiplas condições de saúde mental[2]. Após o tratamento para depressão os benefícios se mantém por até um ano com manutenção mínima da prática[3], indicando que Mindfulness é apropriado para programas de manutenção e prevenção de recaída.

Na Prevenção de Recaída por Uso de Substâncias:

Prevenção da Recaída Baseada em Mindfulness (MBRP) integra práticas de Mindfulness com a Prevenção da Recaída tradicional. Em estudo com pessoas no pós-tratamento para o uso abusivo de substâncias, 88% dos participantes praticaram Mindfulness uma ou mais vezes por semana; 67,6% continuaram um ano depois; e houve redução de 54% no risco de recaída aos 6 meses em comparação com tratamento padrão[4]. Esta prática permite identificar e deixar de lado pensamentos que provocam “fissura”, o que pode diminuir as consequências negativas devido ao uso[5]. Vantagens adicionais foram encontradas entre pessoas que apresentaram ao mesmo tempo quadro de depressão[6].


Como funciona: praticar Mindfulness significa trazer sua atenção totalmente para o momento presente, sem julgamento de seus pensamentos e emoções. Esta prática fortalece a capacidade de regulação emocional, a tolerância ao desconforto e a consciência de gatilhos[7,8].


Você pode ouvir um exemplo guiado de Mindfulness em nosso site na página "Sala VIP", com base no texto de Judith Beck[9]. A eficácia depende da consistência na prática!


3.1 Registro Semanal de Mindfulness

Dia Praticou? Duração (min) Qualidade (1-5)
Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sábado
Domingo

Ao final de cada prática diária avalie se houve mudança no seu humor (atribua nota de 1-10 para a intensidade da emoção antes e depois), como foi, o que percebeu, se sua mente dispersou, como foi trazer sua atenção de volta para respiração, como lidou com a ruminação de pensamentos e suas conclusões[9].


⚠️
AVISO IMPORTANTE: embora praticar Mindfulness comprovadamente promova bem-estar, estudos recentes indicam que pode causar efeitos adversos em algumas pessoas. Especificamente, 83% das pessoas tiveram algum efeito colateral — mas a maioria (57%) dura menos de 1 hora. Aproximadamente 37% relata impacto na vida diária e apenas 6-14% sofre efeitos que persistem dias a meses[10], estas são taxas comparáveis a outras psicoterapias[11]. Isto é NORMAL e não significa impossibilidade de praticar, mas necessidade de ajuste pessoal.

3.2 😕Eventos Adversos Possíveis

CONSULTE SEU PSICÓLOGO ANTES DE INICIAR SE VOCÊ TEM:

📍 Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) ATIVO/NÃO TRATADO
📍 Transtorno bipolar ou história de episódios psicóticos
📍 Transtorno Borderline de Personalidade
📍 Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ativo
📍 Dissociação severa ou despersonalização clínica
📍 Transtorno de pânico descompensado
📍 Abuso/dependência de substâncias ATIVO
📍 Ideação suicida ativa

Mindfulness pode ser benéfico APÓS estabilização ou tratamento.
A maioria destes eventos pode ocorrer por menos de uma hora:

🔘 Dificuldade de concentração ou confusão momentânea
🔘 Aumento de ansiedade ou sensação de pânico
🔘 Humor mais baixo durante ou após prática
🔘 Dificuldade para sentir emoções

🚨Se perceber algum desses sinais acima durante a prática você pode:
1. IMEDIATAMENTE:
➡️ Abra os olhos, mova o corpo, toque algo físico ao seu redor. Busque conexão com o presente (sons, sensações, movimentos).
2. NAS PRÓXIMAS 24-48 HORAS:
➡️ Diminua o tempo de prática (comece com 3-5 min em vez de 15-20)
➡️ Faça a prática guiada com orientação (ouça um exemplo gravado em nosso site)
➡️ Aumente tempo com pessoas de confiança
➡️ Contacte seu psicólogo para adaptar a prática ou interromper

🚨Avise seu Psicólogo se houver:
📍 Despersonalização ou sensação de “desconexão” do corpo
📍 Reaparecimento de memórias difíceis ou perturbadoras
📍 Piora significativa de humor que persiste dias
📍 Confusão ou pensamentos estranhos
📍 Insônia ou alterações no padrão de sono

Mindfulness é uma ferramenta poderosa que deve ser adequada às suas necessidades individuais. Procurar ajuda é sabedoria clínica.

✅🎗️🧘
Mindfulness Praticado!
+10 Pontos


Referências Científicas

[1] Hofmann, S. G., Sawyer, A. T., Witt, A. A., & Oh, D. (2010). The Effect of Mindfulness-Based Therapy on Anxiety and Depression: A Meta-Analytic Review. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 78(2), 169–183. https://doi.org/10.1037/a0018555

[2] Khoury, B., Lecomte, T., Fortin, G., Masse, M., Therien, P., Bouchard, V., Chapleau, M. A., Paquin, K., & Hofmann, S. G. (2013). Mindfulness-based therapy: A comprehensive meta-analysis. Clinical Psychology Review, 33(6), 763–771. https://doi.org/10.1016/j.cpr.2013.05.005

[3] Nandarathana, N., & Ranjan, J. K. (2024). The Efficacy and Durability of Mindfulness-Based Cognitive Therapy in the Treatment of Anxiety and Depressive Disorders: A Systematic Review and Meta-analysis. Indian Journal of Psychological Medicine, 47(3), 214–222. https://doi.org/10.1177/02537176241249375

[4] Bowen, S., Witkiewitz, K., Clifasefi, S. L., Grow, J., Chawla, N., Hsu, S. H., Carroll, H. A., Harrop, E., Collins, S. E., Lustyk, M. K., & Larimer, M. E. (2014). Relative efficacy of mindfulness-based relapse prevention, standard relapse prevention, and treatment as usual for substance use disorders: A randomized clinical trial. JAMA Psychiatry, 71(5), 547-556. https://doi.org/10.1001/jamapsychiatry.2013.4546

[5] Grant, S., Colaiaco, B., Motala, A., Shanman, R., Booth, M., Sorbero, M., & Hempel, S. (2017). Mindfulness-based relapse prevention for substance use disorders: A systematic review and meta-analysis. Journal of Addiction Medicine, 11(5), 386-396. https://doi.org/10.1097/ADM.0000000000000338

[6] Witkiewitz, K., & Bowen, S. (2010). Depression, craving, and substance use following a randomized trial of mindfulness-based relapse prevention. J Consult Clin Psychol, 78(3), 1-25. https://doi.org/10.1037/a0019172

[7] Bishop, S. R., Lau, M., Shapiro, S., Carlson, L., Anderson, N. D., Carmody, J., Segal, Z. V., Abbey, S., Speca, M., Velting, D., & Devins, G. (2004). Mindfulness: A proposed operational definition. Clinical Psychology: Science and Practice, 11(3), 230-241. https://doi.org/10.1093/clipsy/bph077

[8] Jon Kabat-Zinn. (2003). Mindfulness-Based Interventions in Context: Past, Present, and Future. AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION.

[9] Beck, J. S. (2022).Terapia Cognitivo-comportamental: Teoria e prática. 3a ed. ArtMed.

[10] Britton, W. B., Lindahl, J. R., Cooper, D. J., & Canby, N. K. (2021). Defining and measuring meditation-related adverse effects in mindfulness-based programs. 9(6), 1185–1204. https://doi.org/10.1177/2167702621996340

[11] Farias, M., Maraldi, E., Wallenkampf, K. C., & Lucchetti, G. (2020). Adverse events in meditation practices and meditation-based therapies: a systematic review. Acta Psychiatrica Scandinavica, 142(5), 374–393. https://doi.org/10.1111/acps.13225

4. Experiências Positivas

4.1 Técnica de Savoring ✨ Momentos para Aproveitar

Fundamento Científico:

Savoring é reconhecer e apreciar conscientemente (saborear) os bons momentos da vida, prestando atenção total neles para aumentar a intensidade e duração das emoções positivas[12]. Especificamente, o processo de Savoring requer uma consciência deliberada e atenta - como a atenção praticada em Mindfulness - mas, com o foco específico em amplificar e prolongar emoções positivas[13]. É uma abordagem intencional para melhorar o humor e o bem-estar duradouros.

Recorde um momento especial (ou mais) que você apreciou esta semana e reflita sobre o que significou para você.


Pensamento: Sentimento:
Pensamento: Sentimento:
Pensamento: Sentimento:

4.2 Registro de Gratidão ✨ Bênçãos ou Dádivas

Fundamento Científico:

Praticar gratidão regularmente reduz sintomas de depressão e ansiedade como complemento terapêutico[14]. Quando o agradecimento é expresso por escrito em cartas ou anotações os efeitos são melhores[15,16]. Estudos apontam que a frequência ideal é listar as bênçãos uma vez por semana, assim a atividade continua interessante e não se torne uma sobrecarga[17,18].

Recomendação prática: reserve 10-15 minutos toda semana para anotar 3-5 coisas pelas quais você é grato. Reconheça também Suas Próprias Contribuições para estes aspectos positivos da sua vida e identifique as Forças de Caráter você utiliza nestas contribuições.

✨*Forças de Caráter (VIA Institute)

Criatividade, Curiosidade, Critério, Amor ao Aprendizado, Perspectiva, Bravura, Persistência, Integridade, Vitalidade, Amor, Gentileza, Inteligência Social, Cidadania, Justiça, Liderança, Perdão, Humildade, Prudência, Autocontrole, Apreciação da Beleza, Gratidão, Esperança, Humor, Espiritualidade[19].

Acesse a página “Triagem” em nosso site clicando AQUI e nela você encontrará um link na “Pasta 6” para realizar uma pesquisa do VIA Institute, que lhe ajudará a identificar como você costuma usar as Forças de Caráter.

Seu humor foi avaliado como:
Bênção Minha Contribuição Força de Caráter*
Seu humor foi avaliado como:
✅🎗️🧘🌟
Bênçãos Anotadas!
+10 Pontos


Referências Científicas

[12] Bryant, F. B. (2003). Savoring Beliefs Inventory (SBI): A scale for measuring beliefs about savoring. Journal of Mental Health, 12(2), 175-196. https://doi.org/10.1080/0963823031000100249

[13] Klibert, J. J., Sturz, B. R., LeLeux-LaBarge, K., Hatton, A., Smalley, K. B., & Warren, J. C. (2022). Savoring interventions increase positive emotions after a social-evaluative hassle. Frontiers in Psychology, 13, Article 791040. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2022.791040

[14] Diniz, G., Korkes, L., Tristo, L. S., Pelegrini, R., Bellodi, P. L., & Bernardo, W. M. (2023). The effects of gratitude interventions: A systematic review and meta-analysis. einstein (São Paulo), 21, eRW0371. https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2023RW0371

[15] Dang, A. V., Coles, N. A., Oishi, S., & McCullough, M. E. (2025). The efficacy of seven gratitude interventions for promoting subjective well-being. The Journal of Positive Psychology. https://doi.org/10.1080/17439760.2025.2502483

[16] Kirca, A., Malouff, J. M., & Meynadier, J. (2023). The effect of expressed gratitude interventions on psychological wellbeing: A meta-analysis of randomised controlled studies. International Journal of Applied Positive Psychology. https://doi.org/10.1007/s41042-023-00086-6

[17] Emmons, R. A., & McCullough, M. E. (2003). Counting blessings versus burdens: An experimental investigation of gratitude and subjective well-being in daily life.Journal of Personality and Social Psychology, 84(2), 377-389. https://doi.org/10.1037/0022-3514.84.2.377

[18] Lyubomirsky, S., Sheldon, K. M., & Schkade, D. (2005). Pursuing happiness: The architecture of sustainable change.Review of General Psychology, 9(2), 111-131. https://doi.org/10.1037/1089-2680.9.2.111

[19] Peterson, C., & Seligman, M. E. P. (2004). Character strengths and virtues: A handbook and classification. Oxford University Press. https://doi.org/10.1037/10827-000

5. Sinais de Alerta

🆘 5.1 Automonitoramento

Fundamento Científico:

Este módulo se baseia no modelo cognitivo-comportamental de prevenção da recaída, amplamente validado em pesquisas empíricas[20] que, juntamente com a terapia cognitivo-comportamental baseada em mindfulness (MBCT) apresentam os efeitos mais robustos[21]. Ele enfatiza que situações de alto risco — aquelas que aumentam a vulnerabilidade para recaída — podem ser identificadas e manejadas através de respostas de enfrentamento eficazes[22,23].

Marque com ✓ se algum dos sinais esteve presente esta semana. A identificação antecipada de sinais de alerta (humor negativo, redução do enfrentamento eficaz e certos comportamentos) permite intervir antes que a recaída ocorra[24].


⚠️
ALERTA IMPORTANTE: Se marcou 3 ou mais sinais, contacte seu psicoterapeuta hoje ou amanhã. Pode não ser uma emergência, mas requer atenção. Recomendamos que responda às Escalas de Rastreio que disponibilizamos gratuitamente em nosso site. Clique AQUI para acessar a página e responda (preferencialmente) as Escalas PANAS, PHQ9, PHQ15 e/ou GAD7 (nas respectivas pastas 7, 8, 9 e 10). Você receberá os resultados por E-mail e uma cópia irá para nosso banco de dados.

🆘 5.2 Planos e Estratégias de Emergência

Fundamento Científico:

Estratégias de enfrentamento imediatas são componentes fundamentais em planos de prevenção de recaídas para transtornos mentais. O objetivo é promover a autoeficácia, reduzir a reatividade ao estresse e fortalecer a resiliência emocional. Num período de 24 meses, intervenções psicológicas, breves ou mais longas, reduzem significativamente (24%) o risco de recaída para pacientes em remissão da depressão[25].

No pós-tratamento para o uso problemático de substâncias, o suporte social protege e fortalece a autoeficácia, enquanto o autocontrole regula os efeitos estressantes da recaída[26]. O quanto antes você identificar e lidar com os "lapsos" (definido como um evento e não uma derrota definitiva) poderá prevenir o padrão de desespero conhecido como o "Efeito Violação de Abstinência"[22].


⚠️Lembrete: deparar-se com situações de risco NÃO significa necessariamente que terá uma "recaída". Você poderá enfrentá-las interrompendo o processo e voltando-se para o cumprimento dos seus Planos de Ação, consultando sempre seu psicólogo para uma reavaliação e acionando estratégias imediatas, que pode planejar no exercício a seguir!

Identifique situações potencialmente "de risco" nas quais pode perceber algum sinal de alerta ou sintoma e planeje suas estratégias de enfrentamento:



5.4 Rede de Suporte

Fundamento Científico:

Redes de suporte social estruturadas reduzem significativamente riscos de recaída e melhoram resultados terapêuticos em longo prazo[25,26]. O apoio de pessoas próximas no contexto social de um indivíduo pode atuar como facilitador para o alcance de suas metas, além de suas próprias características e motivações pessoais[27].

Psicólogo/Psicóloga

Familiar/Amigo

Outro Contato

🆘5.5 Emergência 24h:🆘

🚨 CVV: 188 (Brasil BR)
🚨 SAMU: 192 (Brasil BR)
🚨 Polícia: 190 (Brasil BR)
🚨 Lifeline: 988 (EUA US)
🚨 Samaritans: 116 123 (UK UK)
🚨 SOS: 112 (Europa EU)
✅🎗️🧘🌟🏅
Alertas Reconhecidos!
+10 Pontos

Referências Científicas

[20] Magill, M., Ray, L. A., Kiluk, B. D., Hoadley, A., Bernstein, M., Tonigan, J. S., & Carroll, K. M. (2019). A meta-analysis of cognitive-behavioral therapy for alcohol or other drug use disorders: Treatment efficacy by contrast condition. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 87(12), 1093-1105. https://doi.org/10.1037/ccp0000447[web: 338]

[21] Zhou, Y., Zhao, D., Zhu, X., Liu, L., Meng, M., Shao, X., Zhu, X., Xiang, J., He, J., Zhao, Y., Yuan, Y., Gao, R., Jiang, L., & Zhu, G. (2023). Psychological interventions for the prevention of depression relapse: Systematic review and network meta-analysis. Translational Psychiatry, 13(1), Article 300. https://doi.org/10.1038/s41398-023-02604-1

[22] Marlatt, G. A., & Witkiewitz, K. (2005). Relapse Prevention for Alcohol and Drug Problems. In G. A. Marlatt & D. M. Donovan (Eds.), Relapse Prevention: Maintenance Strategies in the Treatment of Addictive Behaviors (2nd ed., pp. 1-44). Guilford Press

[23] Boness, C. L., Votaw, V., Schwebel, F. J., Moniz-Lewis, D. I., McHugh, R. K., & Witkiewitz, K. (2022). An Evaluation of Cognitive Behavioral Therapy for Substance Use: An Application of Tolin's Criteria for Empirically Supported Treatments. Clinical Psychology: Science and Practice, 29(1), 21-39.

[24] Hendershot, C. S., Witkiewitz, K., George, W. H., & Marlatt, G. A. (2011). Relapse prevention for addictive behaviors. Substance Abuse Treatment, Prevention, and Policy, 6(1), 17.

[25] Krijnen-de Bruin, E., Scholten, W., Muntingh, A., Maarsingh, O., van Meijel, B., van Straten, A., & Batelaan, N. (2022). Psychological interventions to prevent relapse in anxiety and depression: A systematic review and meta-analysis. PLoS ONE, 17(8), Article e0272200. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0272200

[26] Sun, C., Li, H., Wang, X., Shao, Y., Huang, X., Qi, H., Zhang, Z., & Su, G. (2024). Self-control as mediator and social support as moderator in stress-relapse dynamics of substance dependency. Scientific Reports, 14(1), Article 19321. https://doi.org/10.1038/s41598-024-70884-8

[27] Sezer, B., Riddell, H., Gucciardi, D. F., Sheldon, K. M., Sedikides, C., Vasconcellos, D., Jackson, B., Thøgersen-Ntoumani, C., & Ntoumanis, N. (2025). Goal motives, approach/avoidance appraisals, psychological needs, and well-being: A systematic review and meta-analysis. Motivation Science, 11(3), 259-276. https://doi.org/10.1037/mot0000366

6. Resolução de Problemas

6.1 Avaliação e Definição do Problema

Fundamento Científico:

O treinamento em resolução de problemas é um tratamento baseado em evidências para depressão, com eficácia comparável a outras psicoterapias e ao uso de medicação[28], reduz sintomas depressivos e aumenta a percepção de autoeficácia[29].

Identifique se há algum problema atual e siga as estratégias de solução passo a passo:

6.2 Análise de Opções

Fundamento Científico:

Comparar sistematicamente as vantagens e desvantagens de cada solução possível ajuda a tomar decisões mais ponderadas e alinhadas com seus objetivos, reduzindo decisões impulsivas ou evitativas[30,31].

Opção Vantagens Desvantagens

Excelente! Na próxima Etapa você poderá avaliar o Objetivo que definiu.

✅🎗️🧘🌟🏅💡
Soluções Planejadas!
+10 Pontos

Referências Científicas

[28]Cuijpers, P., de Wit, L., Kleiboer, A., Karyotaki, E., & Ebert, D. D. (2018). Problem-solving therapy for adult depression: An updated meta-analysis. European Psychiatry, 48, 27-37. https://doi.org/10.1016/j.eurpsy.2017.11.006

[29]Wu, X., Li, J., Zhang, C., Zhou, X., Dong, X., Cao, H., Duan, Y., Wang, S., Liu, M., Zhang, Q., & Xie, J. (2023). The effects of modified problem-solving therapy on depression, coping, and self-efficacy in elderly nursing home residents. Frontiers in Psychology, 13, 1030104. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2022.1030104

[30]Bell, A. C., & D'Zurilla, T. J. (2009). Problem-solving therapy for depression: A meta-analysis. Clinical Psychology Review, 29(4), 348-353. https://doi.org/10.1016/j.cpr.2009.02.003

[31]Nezu, A. M., & Nezu, C. M. (2019). (Emotion-centered) problem-solving therapy: An update. Australian Psychologist, 54(2), 79-92. https://doi.org/10.1111/ap.12418

7. Avaliação das Metas

Fundamento Científico:

Em diferentes contextos (profissonal, acadêmico ou tratamentos de saúde), estabelecer metas específicas, mensuráveis, realistas, significativas e com prazos definidos tendem a produzir melhor desempenho e manutenção dos comportamentos desejados, comparado a metas vagas do tipo: quero “o que for melhor” ou “ficar bem”[32,33,34,35].

Para estabelecer os critérios de avaliação das suas metas você pode utilizar um acróstico muito popular chamado SMART*, que têm sido pesquisado em diversas áreas[36,37].

*(Sigla original em inglês para: Specific, Measurable, Achievable, Relevant, and Time-bound)

7.1 Sua Meta para esta semana é...


7.2 Plano de Ação (por etapas)

Etapa Ação necessária Concluir Até
1
2
3
4
5
✅🎗️🧘🌟🏅💡🎯
Metas Definidas!
+10 Pontos

Referências Científicas

[32]Locke, E. A., & Latham, G. P. (2002). Building a practically useful theory of goal setting and task motivation: A 35-year odyssey.American Psychologist, 57(9), 705-717. https://doi.org/10.1037/0003-066X.57.9.705

[33]Epton, T., Currie, S., & Armitage, C. J. (2017). Unique effects of setting goals on behavior change: Systematic review and meta-analysis.Journal of Consulting and Clinical Psychology, 85(12), 1182-1199. https://doi.org/10.1037/ccp0000260

[34]Wang, G., Wang, Y., & Gai, X. (2021). A meta-analysis of the effects of mental contrasting with implementation intentions on goal attainment.Frontiers in Psychology, 12, 565202. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2021.565202

[35]Pearson, E. S. (2012). Goal setting as a health behavior change strategy in overweight and obese adults: A systematic literature review examining intervention components.Patient Education and Counseling, 87(1), 32-42. https://doi.org/10.1016/j.pec.2011.07.018

[36]Takahashi, P. Y., Quigg, S. M., Croghan, I. T., Schroeder, D. R., & Ebbert, J. O. (2019). SMART goals setting and biometric changes in obese adults with multimorbidity: Secondary analysis of a randomized controlled trial. Open Medicine, 7, 2050312119858042. https://doi.org/10.1177/2050312119858042

[37]Hawkins, R. M., Swann, C., & Jackman, P. C. (2025). The effects of open and SMART goals onphysical activity and psychological outcomes over one week: A multiple methods study. International Journal of Sport and Exercise Psychology. Advance online publication. https://doi.org/10.1080/1612197X.2025.2570187

8. Conexão com SEUS Valores e Propósitos

Antes, algumas definições sobre motivações: “Motivos intrínsecos referem-se ao engajamento em uma atividade porque ela é agradável e satisfatória. Motivos identificados envolvem a realização de uma atividade porque ela está alinhada com os valores pessoais. Motivos introjetados refletem metas parcialmente internalizadas, pois são colocadas em prática para que a pessoa se sinta digna ou para evitar sentir culpa. Por fim, os motivos externos são impulsionados por fatores externos, como recompensas, punições ou pressão social”[27]⁠.
Fundamento Científico:

Após estruturar seus Planos de Ação para enfrentar situações de risco e atingir suas metas, pesquisas indicam que para sustentá-los é preciso que haja coerência com seus valores pessoais autênticos[38]. Este exercício segue princípios da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT).

No contexto das suas atividades profissionais ou de estudos, utilizar ao mesmo tempo estratégias comportamentais e cognitivas (como reestruturação de crenças, diálogo interno, foco em recompensas naturais…) para potencializar a autoinfluência, pode tornar mais eficaz o desenvolvimento da autoliderança[39].

8.1 Seu Mapa de Valores


Estudos apontam que não é necessário primeiro reduzir o sofrimento para aumentar o engajamento em algo que é importante para si. Pelo contrário, agir de acordo com seus valores pessoais pode ajudar a diminuir o sofrimento e aumentar o bem-estar geral[40].

8.2 Minhas Forças de Assinatura


Flexibilizar a forma de pensar atribuindo significado diferente para o sofrimento (como considerar um propósito maior) e agir com base em valores pessoais, ajuda a lidar com a dor crônica (não necessariamente diminuí-la) e ter melhor funcionamento em suas atividades cotidianas[41].

8.3 Pequenas coisas que posso fazer no cotidiano que demonstram ou me aproximem de:

Minhas Forças de Assinatura Como Quero Ser Visto Meus Sonhos a Realizar

📊 8.4 Avaliação Geral da Semana


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Referências Científicas

[38]Koestner, R., Lekes, N., Powers, T. A., & Chicoine, E. (2002). Attaining personal goals: Self-concordance plus implementation intentions equals success.Journal of Personality and Social Psychology, 83(1), 231–244. https://doi.org/10.1037/0022-3514.83.1.231

[39]Knotts, K., Houghton, J. D., Pearce, C. L., Chen, H., Stewart, G. L., & Manz, C. C. (2022). Leading from the inside out: a meta-analysis of how, when, and why self-leadership affects individual outcomes.European Journal of Work and Organizational Psychology, 31(2), 273–291. https://doi.org/10.1080/1359432X.2021.1953988

[40]Gloster, A. T., Klotsche, J., Ciarrochi, J., Eifert, G., Sonntag, R., Wittchen, H.-U., & Hoyer, J. (2017). Increasing valued behaviors precedes reduction in suffering: Findings from a randomized controlled trial using ACT.Behaviour Research and Therapy, 91, 64–71. https://doi.org/10.1016/j.brat.2017.01.013

[41]Rahal, M. G., & Gon, M. C. (2020). Systematic review of values interventions in acceptance and commitment therapy.International Journal of Psychology and Psychological Therapy, 20(3), 355–372.

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